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Pergunta respondida

Quem foi o cão Barry e qual é sua história?

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Adorei saber sobre o Barry... Ele foi um cão da raça São Bernardo que salvou 40 pessoas, um dos casos que li, foi de um menino que ele salvou em uma nevasca congelando, ele o despertou lambendo o rosto e carregou nas costas até o abrigo onde o menino foi tratado. Ele morreu de velhice em 1814 em Berna, dizem que está embalsamado e pode ser visto no museu



Barry foi o mais famoso cachorro que trabalhou em resgates nas montanhas geladas dos Alpes.

Este São Bernardo que viveu de 1800 a 1814, na fronteira da Suiça com a Itália, foi o responsável pelo resgate de 40 a 100 pessoas.

Seu corpo se encontra hoje, preservado no Museu de História Natural de Berna, na Suiça e ergueram uma estátua em sua homenagem no Cimetière des Chiens (cemitério de animais) de Paris; existe também um quadro de Salvatore Rosa, em um hospício nos Alpes Suiços.

Ele se destacava, por sua habilidade em cavar as geleiras e achar a vítima soterrada. Seu caso mais famoso inclusive, foi o salvamento de um garoto que estava abaixo de uma espessa camada de gelo, entregue à própria sorte.

Seria impossível para qualquer homem atingir o ponto exato para o salvamento, mas Barry driblou todas as advesidades e cavando centímetro por centímetro conseguiu salvar o menino da morte certa.

Escavando a neve, ele livrou primeiro a camada de gelo do rosto do menino, mas o que restava de neve era muito pesada ainda e o local, muito difícil de ser escalado.

Como não poderia contar com nenhuma ajuda, Barry começou a lamber o rosto do menino, que acordou e passou seus braços em volta do forte pescoço do São Bernardo.

O cão puxou-o cuidadosamente e o trouxe para um local seguro, onde o garoto foi socorrido e salvo.

Não existe nenhum registro que Barry carregava alguma bebida em seu barril, pendurado no pescoço, os monges dessas montanhas, também negam esta lenda.

Outra lenda ao redor de Barry, é que ele teria sido morto por engano por alguém que o confundiu com um lobo, o que parece improvável, em virtude de sua idade avançada.

Alguns também dizem, que ele foi morto durante o resgate de um prisioneiro fugitivo; ao encontrá-lo inconsciente, Barry deitou-se sobre seu corpo para aquecê-lo, quando acordou, o prisioneiro assustado, teria o esfaqueado, pensando estar sendo atacado.

Mas a versão que eu prefiro acreditar, é que Barry foi aposentado com honras e terminado sua vida como reprodutor.



Os cães usados pelos monges do Passo do Grande São Bernardo, são bem diferentes, no formato e na cor, dos São Bernardos atuais.

Após um acidente no canil, que matou boa parte dos cachorros, os monges foram obrigados a cruzar seus São Bernardos com alguns Mastiffs.

O que explica o nome "Bäri", como os São Bernardos originais que tinham pelagem escura, não tão clara como os atuais.

Em 1050 foi criado em Valais, Suíça(no desfiladeiro do Grande São Bernardo), a 2472 metros de altitude, a Pousada do Grande São Bernardo, para garantir a segurança dos viajantes. Mas os cães só chegaram em 1660, doados aos frades pelos nobres dos arredores, para que os protegessem dos bandidos.

Em 1700, já tinham sido treinados para ajudarem na preparação da comida, utilizando um engenhoso mecanismo: ao acionarem uma roda, caminhando sobre ela, faziam girar um espeto. Cinqüenta anos depois, começaram a ser utilizados para guiar os viajantes, que atravessavam o desfiladeiro do Grande São Bernardo durante a época de inverno. Assim começou sua gloriosa história.

O Famoso Barry

O São Bernardo pode abrir sulcos na neve com o peito, mas nunca levou no pescoço o famoso barrilzinho de álcool que, em tantas ilustrações lhe foi colocado. Verdadeiros cães de avalanche, deviam indicar, escavando na neve, o lugar em que estava soterrada uma vítima ainda viva; se a pessoa tivesse morrido, só precisavam sentar-se. O frade encarregado do treinamento chamava-se marronnier.

Alguns cães dedicavam-se a outras tarefas, por exemplo, eram ensinados a usar uma pequena sela acolchoada com 2 recipientes tampados, um de cada lado; assim equipados, iam com um empregado buscar leite e manteiga.

Estátua dedicada a Barry no cemitério de cães de AsnièresO São Bernardo tornou-se famoso em 1800. Em maio deste ano, o exército de Bonaparte, que marchava sobre Marengo, atravessou o desfiladeiro sem perder nenhum de seus homens graças, sem dúvida, aos São Bernardo.

Foi neste ano que nasceu Barry, o mais ilustre de todos os São Bernardo. A sua abnegação não tinha limites. Se encontrava uma criança em apuros, lambia-a e fazia com que ela se agarrasse nele. Quando sentia que um homem estava em perigo, corria para ajudá-lo. Barry salvou de 40 a 100 pessoas.

Em 1812, enviaram-no para Berna, a fim de aproveitar uma merecida aposentadoria. Morreu 2 anos depois. Seu corpo foi embalsamado e pertence ao Museu de História Natural de Berna e a ele foi erguida uma estátua no cemitério de cães de Asnières.

A bela página que Chateaubriand dedicou aos cães no seu Génie du Christianisme, talvez tenha sido uma homenagem a Barry e a todos os São Bernardo.

Desde então, dá-se no nome de Barry, que vem de bär - urso em alemão - ao melhor macho do canil da Pousada.

Mas existiram outros cães que passaram à posteridade, como, por exemplo, Turc, que certa vez, depois de várias horas de luta para se libertar da neve de uma avalance voltou ao refúgio para avisar os frades do ocorrido.

Barry II, também muito valente, ia sempre na frente da coluna de socorro. Os viajantes, esgotados, agarravam-se a uma corrente presa à sua coleira. Um dia, um deles colocou-lhe no pescoço a sua gravata, fazendo as vezes de uma mensagem; Barry II correu para a Pousada para pedir ajuda e, chegando lá, deitou-se com a cabeça virada para o local onde era preciso ir. Este cão desapareceu em 1905, numa fenda oculta pela neve.

Barry III, foi outro cão de grande coragem, com um faro e uma eficácia extraordinária. Também morreu em serviço, ao precipitar-se por um barranco. O seu corpo foi embalsamado e está exposto na Pousada.

Nesta lista de São Bernardos famosos, também inclui-se Lion, que um dia, acompanhando um frade na busca de um homem que se perdera, descobriu-o, meio gelado, na cabana em que se havia refugiado.

Um Passado Glorioso

Com o tempo, a fama dos São Bernardos espalhou-se por toda a Europa e eram assunto até nos meios mais importantes. No entanto, os cães passaram por maus momentos; primeiro, foram praticamente dizimados por uma epidemia; depois, foi um criminoso que tentou envenená-los; em 1810 e 1816 as avalanches vitimaram muitos marronnier, mas ao que parece, nenhum cão.

Entretanto estourou a polêmica sobre o comprimento do pêlo do São Bernardo: devia ser longo ou curto? Como na Pousada sempre se preferira o pêlo curto, por reter menos neve, o primeiro canil de São Bernardos de raça pura, do suíço Henri Schumacher, optou pelos cães de pêlo curto.

No começo do século XX, a utilização do São Bernardo começou a diminuir. Os esquis e o telefone mostravam-se mais eficazes para organizar o socorro, que também tem sido cada vez menos solicitado desde que se abriu o túnel em 1964.

Hoje em dia, os São Bernardos da Pousada passam o inverno em Martigy, no vale, e sobem para o desfiladeiro em meados de junho. Contando com cerca de 20 adultos, estão instalados num canil espaçoso e confortável e correm pelo parque anexo pela manhã e à tarde.

O glorioso passado da raça está descrito numa brochura da autoria do cônego Marquis - Les Chiens du Grand-Saint-Bernard et leus sauvetages.

Ensejando colaborar com mais este aprendizado.

Fraternalmente,

Gilmar
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© 2013 Sopa Team

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