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Prezados, falem de cocdiciose, nos coelhos.

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Respostas


Gente, é uma doença que afeta as coniculturas...

IV SEMINÁRIO NACIONAL DECIÊNCIA E TECNOLOGIA EM CUNICULTURAFaculdade de Medicina Veterinária e ZootecniaUNESP Botucatu – Campus LageadoBotucatu/SP, 14 e 15 de setembro de 20121Coccidiose hepática em coelhos: revisão bibliográficaDaniela Fagotti SOARES.1;Valquiria Alencar BESERRA.2; Daniela Oliva de GODOY3,LíviaDesidério SENA4;Maísa Melo HEKER51Graduanda em Zootecnia pela UNESP-FCAV. [email protected] em Zootecnia pela UNESP-FCAV [email protected] em Zootecnia pela UNESP-FCAV [email protected] em Zootecnia pela UNESP-FCAV [email protected] Graduanda em Zootecnia pela UNESP-FCAV [email protected] ao aumento na produção de coelhos, intensificou-se a preocupação quanto ao controlede patógenos no intuito de reduzir as perdas na produção e, consequentemente, maximizar oslucros. Entre as enfermidades que acometem coelhos, destaca-se a coccidiose, em razão dasgraves alterações orgânicas que pode ocasionar em animais infectados. A Eimeria stiedaecaracteriza-se por parasitar especificamente o fígado, ocasionando a coccidiose hepática,sendo esta considerada por diversos pesquisadores a doença de maior frequência na causa demortes em coelhos. Por ser uma enfermidade que está ligada a grandes perdas econômicas ecomo são insuficientes as informações sobre sua fisiopatologia, são imprescindíveis estudosmais aprofundados que esclareçam suas características e que contribuam para o seu controle,tratamento e principalmente a redução das perdas na produção de coelhos.Palavras-chave: Eimeria stiedae, doençasABSTRACTBecause of the increased production of rabbits, intensified concern about the control ofpathogens in order to reduce losses in production and thus maximize profits. Among thediseases that affect rabbits, there is coccidiosis, because of the serious organic changes mayresult in infected animals. The Eimeria stiedae parasite is characterized by specifically theliver, causing liver coccidiosis, which is considered by many researchers disease most oftenthe cause of death in rabbits. Because it is a disease that is linked to major economic lossesand how they are insufficient information on its pathophysiology, further studies are essential
IV SEMINÁRIO NACIONAL DECIÊNCIA E TECNOLOGIA EM CUNICULTURAFaculdade de Medicina Veterinária e ZootecniaUNESP Botucatu – Campus LageadoBotucatu/SP, 14 e 15 de setembro de 20122to clarify their characteristics and contribute to its control, treatment and especially thereduction of losses in rabbit production.Keywords: Eimeria stiedae, diseasesIntrodução:O coelho é um animal altamente prolífero, produtivo e possui carne de excelentequalidade nutricional. Atualmente, a atividade de exploração de coelhos se encontra emexpansão, e assim, intensificou-se a preocupação quanto ao controle de patógenos no intuitode reduzir as perdas na produção e, consequentemente, maximizar os lucros.Entre as enfermidades que acometem coelhos, destaca-se a coccidiose, em razão das gravesalterações orgânicas que pode ocasionar em animais infectados.Os animais jovens são os mais susceptíveis à infecção. Em geral, apresentam quadroclínico de anorexia e queda no peso vivo e de carcaça, causado principalmente pela reduçãoda ingestão de alimento que ocorre nas primeiras quatro semanas, chegando até a morte(Gómez-Bautista et al., 1986).Coccidiose é a infecção causada por protozoários pertencentes ao gênero Eimeria,sendo esta a principal parasitose que afeta coelho. A Eimeria stiedae caracteriza-se porparasitar especificamente o fígado, ocasionando a coccidiose hepática.Coccidiose hepática:Os coelhos iniciam um quadro de coccidiose, principalmente, ao ingerir alimentose/ou água contaminados com fezes de animais infectados. A prevalência da doença é maiornos coelhos alimentados com forragem verde contaminada com fezes. A gravidade doparasita nos coelhos depende de fatores endógenos, tais como o número de coccídiosingeridos, idade, estado imunológico e nutricional do indivíduo, entre outros (Fekete eKellems, 2007).O causador da coccidiose hepática afeta, tipicamente, coelhos criados em fazendas depequena escala e raramente é encontrado em fazendas de grande escala. De acordo comLebas et al. (1997), considerando que o coelho é um animal muito agitado, embora ascondições ambientais sejam boas, qualquer tipo de estresse pode acarretar um surto de
IV SEMINÁRIO NACIONAL DECIÊNCIA E TECNOLOGIA EM CUNICULTURAFaculdade de Medicina Veterinária e ZootecniaUNESP Botucatu – Campus LageadoBotucatu/SP, 14 e 15 de setembro de 20123coccidiose, não apenas em coelhos jovens e desmamados, mas também em animais maisvelhos que tenha entrado em contato com o parasita.A infecção por E.stiedai causa graves alterações e provoca lesões que afetam ometabolismo normal do fígado, afetando a digestibilidade de gorduras, resultando emproblemas digestivos. Este quadro pode levar a diminuição do estado nutricional dos animaisinfectados, provocar atraso de crescimento, e às vezes, a morte do animal parasitado.(Gutiérrez, J.F. ,2003)Os coelhos infectados diminuem significativamente o consumo de ração voluntária etem sido proposto por Fekete e Kellems (2007) que isto ocorre devido à liberação de TNFα(Fator de Necrose Tumoral alfa) e a redução da digestibilidade dos nutrientes, em especial ade gordura. Os sinais clínicos podem aparecer na segunda semana após a infecção, mas namaioria das vezes o animal morre sem ter apresentado sinais clínicos (Gomez Bautista,1999).Gutierres (2003) realizou um experimento onde os animais infectados por E. stiedaeapresentaram espessamento dos ductos biliares, hepatomegalia, cirrose hepática, aumento davesícula biliar, presença de bile de coloração amarelada e meteorismo intestinal. Umapesquisa realizada em Jaboticabal-SP na Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias –UNESP, usando infecção experimental, mostrou que um grupo de coelhos infectados obtevemenor peso de carcaça no 21º e 28º dia. Neste mesmo período, os grupos infectados tiveramaumento do peso do fígado, principalmente no 28º dia.Diagnóstico e TratamentoO diagnóstico pode ser feito através da necropsia devido a presença de lesõescaracterísticas no fígado. Em criadouros o diagnóstico deve ser feito através de amostras defezes coletadas em diferentes gaiolas, de coelhos de 5-6 semanas, essas amostras devem serlevadas ao laboratório onde deve-se realizar uma análise quantitativa e qualitativaidentificando as espécies de Eimeria presente.O tratamento contra a coccidiose é eficaz apenas em animais que são infectadosdurante um curto espaço de tempo. Além disso, deve-se ter em mente que mesmo após o
IV SEMINÁRIO NACIONAL DECIÊNCIA E TECNOLOGIA EM CUNICULTURAFaculdade de Medicina Veterinária e ZootecniaUNESP Botucatu – Campus LageadoBotucatu/SP, 14 e 15 de setembro de 20124tratamento, os animais podem continuar apresentando os sinais clínicos como a diarreia,podendo mesmo assim levar a morte do animal. (Lebas et al.,1997)Atualmente não existe nenhuma vacina comercializada para a prevenção dacoccidiose hepática. Portanto, a principal base para o controle da coccidiose e para umaotimização da produção de coelhos é obter uma higiene preventiva com máxima eficiência. Éimportante ter conhecimento que os oocistos são resistentes aos desinfetantes normais, sendoaconselhável utilizar o calor e secagem para tentar eliminar os locais onde eles sãoarmazenados, neste sentido pode ser utilizado um lança chamas nas gaiolas ,pisos, e qualqueroutro material que os coelhos tenham contato, eliminando assim os agentes infecciosos epatológicos.ConclusãoConclui-se, portanto que existem ainda precários estudos disponíveis sobre osmecanismos envolvidos nos prejuízos ocasionados pelo parasitismo por E. stiedae. Por seruma enfermidade que está ligada a grandes perdas econômicas e como são insuficientes asinformações sobre sua fisiopatologia, são imprescindíveis estudos mais aprofundados queesclareçam suas características e que contribuam para o seu controle, tratamento eprincipalmente a redução das perdas na produção de coelhos.ReferênciasFEKETE, S. G. Y R. O. KELLEMS (2007). “Interrelationship of Feeding with Immunityand Parasitic Infection: a Review”, Veterinarni Medicina. 53.GOMEZ-BAUTISTA M, GARCIA MV, ROJO-VAZQUEZ FA. The levels of total proteinfractions in the serum of rabbits infected with Eimeria stiedae. Ann Parasitol Hum Comp 61:393-400, 1986GUTIÉRREZ, J.F. (2003). “Tratamientos y profilaxis de la coccidiosis en elconejo”,Cunicultura. 97-106.LEBAS, F.; COUDERT, P.; DE ROCHAMBEAU, H; THÉBAULT, R. G. (1997). TherabbitHusbandry, health and production. FAO Animal Production and Health Series No. 21FREITAS, F.L.C. Avaliação fisiopatológica de coelhos (Oryctolagus cuniculus) infectdadosexperimentalmente com oocistos esporulados Eimeria stiedae (Apicomplexa: Eimeriidae).Jaboticabal,2009.Tese (doutorado) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de CiênciasAgrarias e Veterinárias.
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