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Fale sobre a raça canina "Basenji"...

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Respostas

Melhor resposta

Prezada, Boa Tarde.

Aprendemos, por sua sugestão, que esta é uma raça de cães africanos, também chamado de Cachorro do Congo, utilizado em várias modalidades de caça e tal como o Greyhound e o Borzoi, muito utilizado em competições de corrida.

Aprendi, ainda, que o Basenji é um cachorro de temperamento forte e difícil e que não é um "Pet" para uma pessoa inexperiente, pois vai precisar de firmeza, de experiência e de bastante sabedoria.

O Basenji é conhecido como um cão “mudo”. Ele é mais agressivo que o normal dos cães de caça, por isso não é recomendado para donos inexperientes ou para pessoas tímidas/medrosas.

Família: sighthound, scenthound, primitivo, Sul (pariah)
Grupo do AKC: Hounds
Área de origem: África Central (Zaire e Congo)
Função Original: caça de animais pequenos
Tamanho médio do macho: Alt: 43, Peso: 11
Tamanho médio da fêmea: Alt: 40, Peso: 9
Outros nomes: Cão do Congo, Terrier do Congo
Posição no ranking de inteligência: 78ª posição
Padrão da raça: confira aqui



Energia
Gosto por brincadeiras
Amizade com outros cães
Amizade com estranhos
Amizade com outros animais
Proteção
Tolerância ao calor
Tolerância ao frio
Necessidade de exercício
Apego ao dono
Facilidade de treinamento
Guarda
Cuidados com a higiene do cão


Origem e história da raça

O Basenji é uma das raças mais antigas, e foi descoberto no Congo Africano vivendo com caçadores pigmeus. Os primeiros exploradores nomeavam os cães de acordo com a tribo ou com a área em que eram achados, como os Zande dogs ou os Terriers do Congo. As tribos nativas utilizavam os cães (que costumavam usar sinos no pescoço) como caçadores em bando, que conduziam as presas até as redes. As primeiras tentativas de levar Basenji para a Inglaterra no final de 1800 e início de 1900 não deram certo, porque os cachorros morriam de doenças como a cinomose. Nos anos 30, alguns cães foram novamente levados à Inglaterra e se tornaram o início da raça fora da África, juntamente com importações do Sudão e do Congo. Foi escolhido o nome Basenji , ou “bush-thing” (do mato). As primeiras importações chamaram muito a atenção, e logo depois o Basenji foi levado à América. A popularidade da raça, como animal de estimação e como cão de exposição, cresceu constantemente, embora de forma lenta. Nos anos 50, houve um aumento da popularidade graças a um livro e um filme com um Basenji. Nos anos 80, houve dois acontecimentos importantes envolvendo o Basenji na América. Primeiro, vários Basenjis foram trazidos da África na tentativa de ampliar a variedade de genes e combater alguns problemas de saúde hereditários. Alguns desses cães apresentavam a cor malhada, que não era aceita na raça até então. Depois, o Basenji foi reconhecido pela American Sighthound Field Association como um Sighthound e foi autorizado a competir em simulações de caças de exibição. Sua estrutura física e seu estilo caçador tinham sido considerados muito diferentes do estilo sighthound. O Basenji sempre foi difícil de classificar. Ele mantém muitas características primitivas, especialmente a falta de capacidade para latir e a ocorrência do cio apenas uma vez por ano.


Temperamento do Basenji

Alguns acham que o Basenji se comporta como um terrier, pois ele é um pouco agressivo para um cão de caça. A maioria acha que ele é um cão tipo felino no seu estilo: inteligente, curioso, obstinado, independente e reservado. Suas raízes caçadoras são bem evidentes, e ele adora caçar e rastrear. Ele precisa de estímulos físicos e mentais regularmente para que não fique frustrado e destrutivo. Basenji não consegue latir, mas ele não é mudo. Ele emite uma espécie do chamado yodel, uivos e chiados, e até latem de vez em quando, mas só um ou dois latidos de cada vez.


Cuidados com o Basenji

O Basenji é um cachorro ativo que precisa de exercícios físicos e mentais todos os dias. Suas necessidades se satisfazem comum longo passeio seguido de brincadeiras ou correndo livremente em uma área segura e cercada. Ele fica melhor vivendo dentro de casa com acesso ao quintal. O pelo é fácil de manter, e basta escová-lo de vez em quando para remover pelos mortos.


Saúde do Basenji

Principais Preocupações: síndrome de Fanconi, PRA, Enteropatia do Basenji
Preocupações Menores: PPM, PK
Vistos Ocasionalmente: CHD
Exames Sugeridos: olhos, exame de DNA para PK, exame de urina para Fanconi
Expectativa de vida: 12-14 anos


Muitas coisas são especiais sobre o Basenji. Para não falarmos do temperamento, que vamos tratar mais adiante, podemos citar o fato de que ele não late, é muito limpo, tem uma aparência que o distingue da maioria dos cachorros, com seu rabinho retorcido e com uma cara de quem está sempre tentando desvendar os segredos do mundo, graças a série de ruguinhas que ele traz na testa.

Também chamado de Terrier do Zaire, o Cão que Não Late, o país de origem do Basenji é a África Central, mas na verdade esta é uma raça bastante antiga.

Tão antiga que é possível ver uma estátua de pedra de um Basenji, retirada de uma tumba de um Faraó Egípcio. Calcula-se que esta estátua seja de aproximadamente 5000 anos antes de Cristo. Conta uma lenda que os Basenjis teriam sido presentes do chefe de uma tribo para o Faraó. Naquela época eles já eram excelentes cães de caça. Aliás até hoje é possível achar estes cães trabalhando com seus donos na caça de “ratos vermelhos”, um animal extremamente agressivo e com dentes longos e poderosos, que chegam a pesar 10 quilos, no Zaire e na África Central. Neste tipo de caçada eles são usados para conduzir a presa para as redes dos caçadores, ou perseguindo e apontando animais feridos.. Um outro dado curioso é que o Basenji costuma usar um sino de madeira preso ao pescoço, justamente porque eles são muito silenciosos.

O primeiro casal de Basenjis a chegar na Inglaterra foi em 1895 e logo se tornaram uma sensação. Infelizmente estas primeiras importações de cães não foram bem sucedidas por causa de doenças como a cinomose. Introduzidos novamente na Europa em 1934, o American Kennel Club (AKC) reconheceu a raça em 1943.
Como caçadores eles são considerados incansáveis .

Não devemos nos deixar enganar pelo pequeno porte deste cãozinho. Seus músculos são fortes e longos o que lhes dá uma incrível velocidade. Também a forma com que se movimentam faz com que este cão gaste um mínimo de energia e fôlego necessário. Desta forma eles percorrem distâncias incríveis rapidamente e sem demostrar cansaço. Não é atoa que hoje eles são usados com muito sucesso em corridas de cachorros, muito parecidas com as corridas de Greyhound

Basenjis são extremamente limpos e cuidam de sua aparência com tanto esmero quanto um gato. Não é raro vê-los lambendo as patas e depois passando no rosto. Eles se dedicam por horas ao seu próprio tratamento de beleza.

Mas de onde saiu este nome Basenji? Segundo alguns autores o nome Basenji teria sido escolhido pelo Sr. e Sra. Burn (casal inglês que primeiro conseguiu criar e a expor o Basenji na Europa, em 1936). Este nome teria sido escolhido por ser a tradução para “Bush Dog” no dialeto Africano. Por sua vez Bush Dog seria “o cão das áreas selvagens da África” e Basenji significa “coisa selvagem”.. Já para Peter Wakeham, estudioso da história do Egito antigo e da língua Árabe, da Universidade de Melbourne a explicação do nome Basenji é outra.

Segundo ele o nome foi sendo alterado ao longo do tempo, devido as confusões de várias línguas. Segundo Peter a parte da palavra em que devemos nos concentrar é SENJI, e Ba seria apenas uma partícula descritiva. O significado moderno da palavra vem do Swahili SHENZI que significa, literalmente, incivilizado, bárbaro. O Swahili tirou esta palavra do que eles pensaram que fosse o nome Persa para o cachorro. A palavra Persa seria o ZENJI (selvagem, bárbaro), mas a palavra correta era do Árabe (o Árabe e o Persa são como o Inglês e o Norte Americano) SHENJI e não ZENJI, e que significa rugas. Logo a origem correta seria “o cão com rugas” e não “o cão bárbaro, selvagem e incivilizado”. As mudanças teriam sido de SHENJI, para ZENJI para SHENZI e finalmente SENJI.

Para os que conhecem e convivem com um Basenji, sabem que ele está muito mais próximo de um cachorro com rugas do que um cachorro incivilizado.


Tamanho:
FCI
Machos: 43 cm (na cernelha).
Fêmeas: 40 cm (na cernelha) sendo que pequenas variações nestas medidas não serão penalizadas se as proporções forem mantidas.
AKC
Machos: 41,7 cm (na cernelha)
Fêmeas: 39 cm na cernelha
Peso:
FCI
Machos: 11 quilos;
Fêmeas: 9,5 quilos
AKC
Machos: 11 quilos;
Fêmeas: 10 quilos

Aparência:
Corpo quadrado (altura até os ombros igual ao comprimento do peito até a parte traseira das coxas), mesmo parecendo ser mais alto do que comprido. Compacto, equilibrado, com músculos longos e suaves que possibilitam movimentos bem coordenados, sem esforço..
Pelagem e Cor:
FCI: Pelagem lisa, curta, sedosa, e brilhante. Cor Preto e branco, avelã e branco, preto, avelã e branco. A cor branca deverá estar sempre presente nos pés, no peito e na ponta do rabo, sendo que um colar branco, as patas brancas e uma listra branca na cara são opcionais.
AKC: Aceita ainda a cor tigrada. Também possui a ressalva de que a cor branca não deve ser predominante.

Cabeça:
Topo da cabeça reto, bem modelado e de largura média, afinando em direção dos olhos; Forma-se numerosas rugas quando as orelhas estão bem eretas. Também são desejáveis que se formem rugas na lateral do rosto, mas não de forma exagerada que pareçam papadas. Focinho de tamanho médio ligeiramente menor do que a parte superior da cabeça; nariz preto é desejável.; olhos escuros, amendoados e posicionados de forma obliqua.; olhar intenso e penetrante; orelhas pequenas, pontudas e eretas, de textura fina, posicionadas bem a frente no topo do crânio.
Cauda:
Enrolada bem apertada, sobre o dorso, pendendo para um dos lados do corpo, sem dar a impressão de que podem “cair”.
Expectativa de vida:
De 10 a 13 anos, sendo que é possível encontrar cães com até 22 anos .
Possíveis Doenças:
Normalmente uma raça saudável, o Basenji pode apresentar algumas doenças genéticas devido a utilização larga do inbreeding (casamentos consangüíneos). São elas: Atrofia progressiva da rotina, ou PRA (progressive retinal atropy), Sindrome de Fanconi (uma doença que afeta os rins) Anemia Hemolítica, Hipertiroidismo e Sindrome de Malabsorção. Alergias de pele e hérnias também podem ser um problema. A PRA é uma doença progressiva que pode levar a cegueira e costuma aparecer a partir dos 4 anos de idade. A Sindrome de Fanconi também ataca os cães de meia idade (de 4 a 8 anos) e pode ser fatal.
É normal que as fêmeas entre no cio apenas uma vez por ano, e não duas como a maioria das fêmeas de outras raças.

Prezada e Querida Amiga BP, ensejando ter contribuido.

Fraternalmente,

Gilmar
Imagem rodapé

© 2013 Sopa Team

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